TRATAMENTO CONTRA O LSD

O tratamento para dependência envolve uma grande diversidade de terapias,
cada uma age sobre algum tipo de deficiência da vida do dependente químico, que são deficiências biopsicossociais.

LSD é uma abreviação usada para dietilamida do ácido lisérgico. Trata-se de uma droga alucinógena, sintética, isto é, fabricada em laboratório, de uso oral (é ingerida), que não possui odor, sabor ou cor, é mais comumente utilizada, por adolescentes e jovens.
Pequenas doses do LSD, em torno de 20 à 50 microgramas já produzem alterações mentais, provocando sérias distorções no funcionamento cerebral do usuário, ou melhor, alucinações, além de várias outras reações conforme veremos mais adiante.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde e as Nações Unidas o LSD é uma droga proscrita, ou seja, proibida. No Brasil, o Ministério da Saúde não reconhece o uso médico, portanto, ficam proibidas a sua produção, o uso e o comércio, considerando-se crime, e caso a pessoa enquadre-se em alguma(s) dessas situações, estará sujeita às penas da lei.

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O Perigo

Apesar do LSD comumente não causar comportamentos compulsivos para sua obtenção, poderá causar uma dependência psicológica, visto que algumas pessoas não conseguem viver mais sem a droga.

No entanto, o seu maior risco não encontra-se na toxicidade ao organismo mas nos efeitos psíquicos que ela causa, pois o usuário torna-se incapaz de avaliar situações de perigo, julga-se com capacidade de força irreal, podendo envolver-se em acidentes em geral; por exemplo em uma alucinação, pretender voar e cair de uma janela, ou ignorando os perigos do mar e avançando pelas suas águas!

Além disso o uso crônico do LSD pode causar um fenômeno “perigosíssimo” de causa desconhecida, denominado de “flashback”, o qual, repentinamente, leva o indivíduo a ter todos os sintomas psíquicos do uso, porém sem tê-lo feito, podendo ocorrer à qualquer Destacamos algumas reações do uso agudo ou crônico do LSD:

– Alteração das percepções visual, gustativa, tátil, auditiva e olfativa

– Sensação anormalmente estranha de perda do limite entre o espaço e o corpo

– Sensação de que os sons podem ser vistos

– Sensação de pânico e medo

– Apreensão constante

– Reações psicóticas representadas por alucinações, delírio, grande labilidade afetiva, depressão psíquica

– Sensação simultânea de relaxamento e tensão, alegria e tristeza

– Sensação paranóide de poder voar

– Morte acidental

– Aparecimento de surtos de esquizofrenia

– Distúrbio da memória, reflexos exaltados

– Tremores corporais

– Náuseas, tonteira

– Parestesia (sensação pervertida de formigamento, arranhamento ou queimação da pele)

– Distúrbios visuais

– Perda do controle dos pensamentos

– Aumento da glicose no sangue e da freqüência cardíaca

– Elevação da pressão arterial e convulsão

LSD é solúvel em água, pode ser rapidamente absorvido depois de administrado oralmente e é eficaz em quantidades notavelmente pequenas. Uma dose média de 25 microgramas pode produzir efeitos significativos durante 10 a 12 horas. Sua potência é impressionante (300 mil vezes mais ativa que a maconha), porque o tecido cerebral mantém uma baixíssima concentração de LSD em relação a qualquer outro tecido do corpo, durante todo o tempo posterior a ingestão da droga.

A tolerância ao LSD ultrapassa a maioria dos outros alucinógenos, incluindo os derivados de anfetamina alucinógena e a mescalina; mas não se estende à maconha. Os usuários de LSD, portanto, repetem as doses após longos intervalos e não o substituem nem o administram simultaneamente com outros alucinógenos.

Inclusive durante a condução de algum tipo de veículo (carro, moto, etc.), causando acidentes graves com consequências muitas vezes irreversíveis, causando a sua morte e/ou invalidez ou pior ainda prejuízos à terceiros!

Tratamento

De longe o melhor tratamento contra as drogas é a prevenção, a busca do conhecimento, da informação, dos efeitos que causam a curto e a longo prazo na vida individual e familiar do usuário e de suas famílias, na comunidade, enfim, conhecer um pouco das consequências. Se após todas estas etapas, ainda houver um envolvimento é possível procurar um tratamento clinico especializado.

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Efeitos

Como acontece com todas as outras drogas, devemos considerar as condições físicas e mentais do indivíduo e a quantidade ingerida, mas de um modo geral os efeitos do LSDsurgem de 30 à 90 minutos após a ingestão de uma dose, durando em média 6 (seis) horas. Eles podem ser divididos em efeitos físicos e psíquicos, como seguem:

– Físicos
Tremores, aumento da temperatura corporal , da frequência cardíaca, e da pressão arterial, pupilas dilatadas, aumento da glicemia, suores, perda de apetite, náuseas, tontura, parestesia (queimação da pele), boca seca, insônia e convulsão.
O uso crônico pode resultar em fadiga e tensão podendo perdurar por vários dias.

– Psíquicos
Durante o efeito do alucinógeno são produzidos fenômenos alucinatórios que envolvem alterações nas percepções: auditivas, visuais, gustativa, olfativa, táctil, perda do limite entre o espaço e o próprio corpo, podendo causar diversos tipos de acidentes: domésticos, de trabalho, automobilísticos, etc., despersonalização, sensações de pânico e medo, ou ainda sinestesia, que é uma confusão de informações sensoriais, onde as sensações auditivas, traduzem-se, em imagens e estas em sons , delírio, sensações alternadas e simultâneas de alegria e tristeza, e de relaxamento e tensão, perda da coordenação do pensamento, apreensão constante. As sensações produzidas pelo LSD, ao usuário, são “reais”, provocando medo, prazer, ansiedade, dor, e com seu uso continuado estes efeitos poderão tornar-se crônicos, causando: depressão profunda, surtos de esquizofrenia, reflexos exaltados e perda da memória.

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